segunda-feira, 1 de maio de 2017

O fim de Bates Motel e a sua importância

10:38

Lá em 2007, quando teve a greve dos roteiristas, Hollywood começou a viver uma onda sem fim de remakes, reboots e adaptações de filmes, livros, hqs, etc. E por mais que ainda estivéssemos vivendo a Era De Ouro da TV, a quantidade começava a prevalecer a qualidade. Nesse meio foram poucos os casos que deram certo, e um deles foi Bates Motel, aposta de Carlton Cuse e A&E em 2013.

A premissa de Bates Motel se trata de acompanharmos a vida de Norman Bates e a transformação que a psicose causa nele anos antes até chegar nos acontecimentos do clássico filme Psycho ou Psicose (1960 - Hitchcock)

O que mais enche os olhos aqui é ver a coragem de Cuse em pegar um clássico do cinema e reescrever a história -5° temporada- e deixar tão bom quanto. Quem não se surpreendeu com a "cena do chuveiro"? Aquilo é a ousadia que falta nos showrunners atualmente e certamente ao fim do ano será lembrado como uma das melhores cenas da TV de 2017.


Ao longo de todas as temporadas os fãs sempre reclamaram das ausências de Freddie Highmore e Vera Farmiga do Emmy, e com toda razão. O crescimento dos personagens foi transmitido de maneira muito orgânica e realista pela dupla que tinha muita química desde o piloto. Não que o elenco de apoio fosse ruim ou algo do tipo, mas foram eles que tiveram as melhores cenas e carregaram a serie.

Nos despedimos de Bates Motel com muito prazer e felicidade, pois não é todo dia que surgem series como essa. Que sabe acabar na hora certa, sabe contornar seus problemas -3° temporada que o diga-; e acima de tudo, sabe inovar e ser diferente. Por essas e outras que Bates Motel entra no hall das melhores series da década.

Após 5 anos, 5 temporadas e 50 episódios, podemos dizer que Bates Motel foi um dos maiores acertos da TV americana nos últimos anos e, junto com Fargo, nos dá esperanças de que ainda possamos ter continuações/reescritas de filmes clássicos que acrescentem algo.

domingo, 30 de abril de 2017

A misteriosa carreira musical do Adam Sandler que você (provavelmente) não conhece

08:13


Adam Sandler é uma máquina. Com quase 30 anos de carreira, carrega nas costas uma filmografia com mais de 50 filmes e alguns curtas, além de levar fortes pedradas da mídia corriqueiramente (sua figura é, sem dúvidas, uma das mais odiadas do mundo). O que pouquíssima gente sabe é que, por trás do gênio da comédia, se esconde, também, um alter ego especialista em composição musical.

Isso mesmo que você leu. Muito antes de despontar como o grande inventor da atuação contemporânea, o astro de clássicos como Click e Como Se Fosse A Primeira Vez já provava que sua versatilidade não se limita apenas à bermudas californianas ou piadas de almoço em família, mergulhando de cabeça no mundo da música alternativa.

Sua curta discografia tem início nos anos 90. Seu álbum de estréia, What The Hell Happened To Me, traz letras dignas de qualquer filme do ator, misturando humor com pitadas de mau gosto; algo que, no Brasil, se assemelharia um pouco com o disco do Mamonas Assassinas em questão de letra. É ruim, mas nem tanto. Sinceramente? Não sei. Tire suas próprias conclusões.




Misteriosamente, uma faixa do trabalho (The Chanukah Song) ficou na 80ª no Billboard Hot 100. A capa - que claramente serviu de inspiração para bandas como Placebo, The Drums e até mesmo para o Sufjan Stevens - apenas comprova o fato de que Adam Sandler não é nada menos que o criador da já manjada estética indie retrô.

No ano seguinte, entretanto, o novo astro do rock ainda alcançaria o pico de sua carreira. Seguindo a mesma linha do primeiro lançamento,  What's Your Name, segundo petardo do artista, também flerta com as letras de comediante frustrado e tem uma produção um pouco mais popular. Dessa vez, pode-se dizer que Sandler saiu feliz: vendeu 500.000 cópias nos Estados Unidos e levou o disco de ouro pra casa, o que é um feito, no mínimo, curioso. Na mídia, The Goat Song foi uma das canções que mais repercutiram positivamente.




Após isso, o artista passou a deslanchar como ator de Hollywood, dedicando-se mais ao seu trabalho no audiovisual. Foram necessários alguns longos e dolorosos anos de expectativa mundial para que o gênio voltasse aos estúdios novamente. Mas é como diz aquele velho ditado: Deus tarda, mas não falha. Passados os 5 anos de espera, Adam Sandler lança uma soundtrack e cala a boca dos críticos com suas habilidades ambíguas, unindo cinema e música em uma cajadada só. A trilha, que faz parte do filme "Oito Noites de Loucura com Adam Sandler" (que eu não assisti, embora tenha um nome interessante), aparentemente foi inspirada no clássico Magical Mistery Tour, dos Beatles, e, apesar do humor constante do comediante, apresenta canções que beiram ao existencialismo. "You try to act so tough but you just live a lie...", lamenta em Intervention Song. O fim estava próximo.

Seu quarto e último disco seria lançado dois anos depois, em 2004. "Shh... Don't Tell" marca o fim triste de uma era, com críticas péssimas e músicas tão ruins quanto todas as outras já lançadas. Ouve aí essa desgraça.




Por hoje é só. Bom domingo e não esqueça de dar o like na página do Pseudodélico pra ficar por dentro de artigos sobre cultura pop tão bons quanto este. Beijos.








sexta-feira, 28 de abril de 2017

Gorillaz: "Humanz" não inova, mas não decepciona

14:41



Se, por um lado, o tempo em que vivemos é sombrio e dominado por figuras lunáticas que só ameaçam a humanidade; por outro, é um período onde a música se encontra, novamente e finalmente (por bem ou por mal), como uma das melhores formas de expressão política e social. Dito isso, pode até soar caótica a afirmação de que desde que Donald Trump assumiu o poder, em novembro de 2016, o primeiro álbum com alto teor de engajamento contra o atual presidente norte-americano surgiu de uma banda formada por desenhos animados.

Quando o Gorillaz divulgou o single "Hallelujah Money", no começo do ano - e assustou todos os seus fãs com um clipe bizarro - ficou mais do que óbvio que o novo trabalho traria temas muito mais sérios do que o esperado. Lançado no dia da posse de Trump, a música causou estranheza não apenas pelo videoclipe, mas por toda sua ambientação trip-hop/gospel e, também, pela letra claustrofóbica em função do novo governo americano. Os versos interpretados pela voz de Benjamin Clementine simbolizavam o início de algo que ninguém sabia muito bem definir ou esperar - esteja eu falando do mandato presidencial ou do próprio disco da banda.

Com o lançamento - e após ouvir umas três ou quatro vezes - fica claro que Humanz não foi produzido para ser uma coletânea de sucessos, e sim, uma obra conceitual que abrace uma temática sociopolítica moderna. Usando o hip-hop como principal referência para abusar das metáforas para com o cenário mundial, Damon Albarn parece não se incomodar de parecer pretensioso e cria, voluntariamente, uma "soundtrack do apocalipse". Aqui, o frontman britânico resgata o lado estético de "Clint Eastwood" e "Rock the House" e bebe - e como bebe - da fonte de discos como To Pimp A Butterfly, do Kendrick Lamar, para construir um disco coerente, linear e honesto.

Fora o começo avassalador com três faixas poderosíssimas (Ascension, Strobelite e Saturnz Barz), o decorrer do álbum mantém uma boa média que não oscila. Momentz e Sex Murder Party são algumas das exceções de faixas que não têm o menor sentido estarem ali - tirando o nome do De La Soul, que precisa estar em todos os discos da banda. Busted and Blue apresenta um dos momentos mais divergentes do trabalho, com a rara aparição de Damon Albarn como vocalista central em uma balada assustadoramente bonita, que lembra bastante os primeiros minutos de Empire Ants, do disco anterior, fora os sintetizadores. Andromeda, por sua vez, também nos remete ao Gorillaz de Plastic Beach, com um batidão pop chiclete que vai grudar na sua cabeça pelos próximos dois dias.

É importante frisar que, apesar de um certo experimentalismo colocado ali como quem não quer nada, Humanz é um álbum absurdamente pop. É mais ou menos a fórmula usada pelo Radiohead em quase todos os trabalhos. Tudo parece muito complicado e fora de ordem, mas bastam duas ouvidas pra se dar conta de que o disco é tão acessível quanto todos os outros. Carnival, uma das melhores e mais esquisitas canções do disco, caracteriza isso mais do que qualquer coisa que eu possa escrever aqui. She's My Collar, minha favorita, à princípio pode parecer um delírio de Albarn, com um instrumental que poderia fazer parte do Currents, do Tame Impala. Com o tempo, ela se torna mais pop do que qualquer canção presente no projeto.

Entretanto, apesar da qualidade e da boa produção, Humanz não é um disco perfeito, e tem seus pontos negativos. A comparação é inevitável, e, musicalmente falando, o novo trabalho fica devendo para seus antecessores. Não é uma fábrica de hits como Demon Days e Plastic Beach, muito menos tem o charme do debut. Entre seus defeitos, encontra-se a já citada falta da presença vocal de Damon Albarn, que empresta seu protagonismo aos artistas convidados na grande maioria das músicas que, em maioria, são ótimas, mas podem soar um pouco decepcionantes para quem esperou 7 anos pra ouvir um disco do Gorillaz e se deparou com uma coletânea de novos cantores. Porém, é importante frisar como este é o disco mais coeso da carreira da banda. São 20 faixas (sem contar as extras) que conversam entre si e não soam perdidas em nenhum momento. Com a ajuda de "interludes", o projeto abraça sua temática e flui como nenhum outro disco dos cartoons fez antes.

A última faixa, We Got The Power, com vocais de Jehnny Beth (The Savages) e uma participação fantasma de Noel Gallagher, encerra o trabalho com a mensagem de que, ainda com todo o caos vivido, temos o poder de amar uns aos outros e ter o coração cheio de esperança. Uma forma bonita e esperançosa de encerrar uma obra que tem como perfil a crítica a um presente taxado, até meio escrachadamente, como catastrófico. E é interessante como o disco todo aborda, acima de tudo, nossos sentimentos e emoções perante a isso. É muito mais do que uma narrativa do que de pior acontece no mundo; é um espelho das nossas reações e fraquezas humanas diante dessa mesma narrativa. Afinal, somos sempre meros mortais sofrendo com as consequências colocadas por outros mortais. Somos humanos. Caso contrário, o disco se chamaria Robotz.

GORILLAZ - "HUMANZ" (2017)












VEREDITO: Damon Albarn nos apresenta um dos discos mais sólidos do Gorillaz e traz uma forte e importante carga política. Apesar de não apresentar muitas inovações ou grandes hits, o disco tem boas canções e se sustenta na construção de seu próprio conceito e mensagem.
NOTA: 7.5





terça-feira, 25 de abril de 2017

Top5: As melhores aberturas de séries

17:24


Quando você assiste uma serie, muitas coisas ali podem te marcar, mas apenas um elemento - fora a própria série - é certo: a abertura.

Acredito que a abertura seja um dos elementos básicos para conquistar e cativar a audiência, e quando a própria pula tais aberturas, sinto uma dor intensa, pois aquilo faz parte da experiência. Então, em homenagem, segue abaixo as melhores aberturas das series -dramáticas- já feitas.

-The Sopranos (1999-2007) é a maior e melhor série já produzida! É a verdadeira obra-prima da televisão, e um dos vários fatores por ela ser tão especial é a abertura, que mostra Tony Soprano dirigindo de New York até New Jersey -onde se passa a serie-; referenciando o mote da serie. Tudo isso ao som da maravilhosa "Woke Up This Morning"; do Alabama 3.



-Sons of Anarchy (2008-2014); Essa que sem dúvidas é a serie que mais soube trabalhar a trilha sonora ao longo das temporadas. Sempre encaixando excelentes trilhas em momentos cruciais da trama e impactando sempre. O tema de abertura é um show a parte e fica por conta do Curtis Stingers cantando "This Life".



Ainda falando sobre SoA, na 3°temporada que se passa na Irlanda, a abertura muda e fica estilizada. Kurt Sutter brilhando até nas pequenas coisas...



-Justified (2010-2015). Você diz Deadwood, Westworld, Hell On Wheels mas eu digo Justified. Sim, essa produção do FX foi mais uma daquelas que sofreram em ter marcado a história da televisão e também ter sido fortemente ignorado pelo público e crítica. Com toda a certeza o melhor western já produzido. Apesar de curta "Long Hard Times Comes" é uma abertura super empolgante, já te deixando para o clima do que irá vim. Fpo produzida pelo Gangstagrass feat. T.o.n. E-z.



-Strike Back (2010-2015); Strike Back é a serie provavelmente com mais ação por minuto já feito e a cada episódio é uma dose de adrenalina. Fácil uma das series mais legais/divertidas de se maratonar. A abertura "Short Change Heroes" foi composta pelo The Heavy, que traz muito soul e faz você ficar relaxado e preparado para o que vai vim, e curiosamente, a mesma música faz o encerramento.



-Misfits (2009-2013); Queria colocar uma serie britânica aqui, e fiquei entre Misfits e Doctor Who, que tem uma das aberturas mais icônicas da história, porém, o que me convenceu a botar a serie dos jovens detentos foi a energia que "Echoes" do The Rapture transmiti com seu punk. É uma das aberturas mais eletrizantes e animadores que tem.



-Bônus- True Detective (2014 -); Essa é fácil uma das melhores aberturas já feitas, só não inclui na lista acima pois aqui se trata de uma antologia, então preferi separar. A excelente "Far From Any Road" foi produzida pela banda The Handsome Family

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Soft Rock, o que é ?

11:26

Um resumo sobre Soft Rock: Rock lento feito para dar uns amassos à beira de uma fogueira, com uma garrafa de vinho com sua pitanga ou morango. Sim, é exatamente isso. É aquela música que você ouve em tempos agitados, seja bom ou ruim.

O estilo musical apareceu na década de 1970 como um contra ao rock pesado que aparecia com Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabbath. O que diferencia o Soft1960 ao Soft1970 é que quem ouvia os popzinho sessentista era quem não curtia rock. O estilo também é bastante lembrado pelo uso de guitarras (elétricas ou acústicas), bateria, piano, baixo e sintetizador.

Confira 10 músicas que se encaixam no termo Soft Rock:


  • I Feel The Earth - Carole King


  • What a Fool Believes - The Doobie Brothers
  • Summer Breeze - Seals & Crofts
  • Daniel - Elton John
  • Love Will Keep Us Together - Captain & Tenille
  • I'd Really Love to See You Tonight - England Dan & John Ford Coley
  • Horse With No Name - America

  • I Wanna Stay With You - Gallagher And Lyle
  • Rainy Days and Mondays - The Carpenters
  • I'm Not In Love - 10cc




E gostaria de dizer uma coisa: Não é porque é velho que seja ruim. Só essas 10 músicas já dão um pau em todas as que tocam hoje pela qualidade e sentimento que foram feitas.









Awesome Mix Vol.2 - A nova trilha sonora de Guardiões da Galáxia 2

10:15
E a trilha sonora mais esperada dos filmes da Marvel foi lançada. O filme chega aos cinemas na próxima quarta (27). Na última quarta (19), a nova tracklist do Senhor das Estrelas (StarLord), consegue alcançar o mesmo grau de brilhantismo da "Awesome Mix Vol. 1". Lembrando de que a Vol.1 foi a primeira trilha sonora a alcançar a chegar no topos das paradas com músicas já lançadas.

James Gunn, diretor do filme, comenta  sobre a forma como as músicas representam a mãe de Peter Quill (Starlord) nos filmes, afirmando que "Ela é uma amante da música, mas é completamente não elitista. Se é algo que é visto como pateta e pop, ela gosta. Se é legal ou funk, ela gosta".

Com 14 faixas nesta fita cassete, o álbum traz clássicos do Rock e Soft Rock, como My Sweet Lord de George Harrison, Mr. Blue Sky do Electric Light Orchestra, Surrender do Cheap Trick, mas há três faixas que merecem destaque, que dão aquele ar de nostalgia para os amantes dos anos 1970. 

  • Brandy (You're a Fine Girl) - Looking Glass
Looking Glass foi uma daquelas bandas que lançaram um sucesso e sumiram. Formada em 1969, a banda só foi alcançar o sucesso com Brandy em 1972 com seu primeiro disco auto intitulado. Em 1973, a banda lançou mais um álbum "Subway Serenade" mas não obtiveram o mesmo sucesso. Mas a faixa é um clássico do Soft Rock, pode ouvir com o som alto.

  • Wham Bam Shang-a-Lang - Silver
Mais uma banda com o mesmo destino citado acima. Silver lançou este disco e simplesmente sumiu do mapa. Com um único sucesso, Wham Bam, eles deixaram sua marca na história do Soft Rock. E sendo sincero, uma das minhas preferidas da trilha. 
  • Fox On The Run - Sweet


O Sweet é diferente das duas bandas. Emplacando bastante sucessos na carreira com seu glam rock, com Ballroom Blitz, Blockbuster, Fox on The Run é mais um dos carros-chefe do grupo. A banda foi formada em 1968 e hoje continua em excursão, mas sem a formação clássica. 
Para quem se interessar, procurem o álbum Fanny Adams. 




Awesome Mix Vol. 2 chega às lojas e serviços de streaming no dia 21 de abril e Guardiões da Galáxia Vol. 2 estreia no Brasil em 27 de abril.




domingo, 26 de março de 2017

Banshee: A melhor serie de ação já feita!

18:05

O texto a seguir não contém spoilers:

SINOPSE: Banshee se passa numa pequena cidade da Pensilvânia amish e segue as aventuras de Lucas Hood, um ex-presidiário e expert em artes marciais que toma a identidade de um xerife assassinado. Enquanto estabelece sua própria noção de justiça, ele aproveita para fazer planos que servem aos seus próprios interesses.

Banshee foi criada pelo Jonathan Tropper (Vinyl) e David Schickler e produzida pelo Alan Ball, criador de nada mais, nada menos do que uma das melhores séries de todos os tempos, Six Feet Under e True Blood.

O que faz Banshee ser um destaque no gênero, é a forma como tudo é conduzido. A trama nunca se subestima-se e sempre faz o simples, mas de um forma muito bem executada. Principalmente na parte da ação, onde é que Banshee mais se destaca e o fez ganhar toda a fama que tem. Sempre com lutas viscerais, tão bem coreografadas que faz parecer que é real, deixando qualquer filme de Hollywood para trás!
Um exemplo disso é a cena abaixo, retirado 3° episódio da 1° temporada, onde o Hood luta contra um lutador de MMA. vejam como tudo é bem filmado e coreografado:

A construção de personagens também é um ponto forte que merece ser destacado.  A série consegue nos fazer importar com todos que estão em tela, muito pelos personagens ter serem carismáticos e por terem backgrounds interessantes.

Lucas Hood (Antony Star) e Carrie (Ivana Milicevic) são os protagonistas da série e trazem muita química para tela e atuações sólidas, mas os destaques vão para o Hoo Lee que traz o melhor personagem da série em minha opinião, que é o Job e para o Frankie Falson (The Wire/Luke Cage) como Sugar Bates. Aliás, todos os antagonistas sempre brilham em tela trazendo muita imponência.

Um dos pontos fortes de Banshee é que cada temporada conta com um antagonista diferente, claro, tudo está interligado, mas com isso, traz uma dinâmica excelente, já que cada temporada é composta por apenas 10 episódios.Deixando nenhum episódio sem aquela famosa “barriga”: Todos episódios são repletos de ação, sexo e insanidade.

Infelizmente a 4° e última temporada foi a mais devagar e ficou devendo em alguns pontos, porém ainda assim muito boa e trazendo um fim digno para a série. Que com toda a certeza será lembrada por muito tempo como a melhor série de ação já feita!

Além da série, Banshee também teve uma graphic novel e uma web-series intitulados “Banshee Origins”, como explico abaixo:

“Banshee Origins” seu deu origem na divulgação da série quando eles resolveram criar uma HQ que contasse alguns detalhes da história original de Banshee, só que ocorrida no passado dos principais personagens como Hood, Carrie e Proctor. Esta HQ foi pouco difundida, foi mais como uma experiência  já que a própria série tem um ar de graphic novel

A graphic novel foi comercializado apenas na Comic-Con de 2013 e você pode ler online em pdf pelo próprio site da Cinemax, apenas em inglês aqui:

Agora sobre a Web-Série Origens, que tinha o slogan de: “A História Por Trás da História”

Logo depois do lançamento da 1° temporada, eles resolveram usar o material Origins da HQ para uma web-série, com episódios de no máximo 5 minutos. Sempre contando a origem/passado dos personagens e suas ligações entre um e outro.
A cada temporada da série de TV, eles lançavam 1 uma de Origins, sendo assim compondo 4 temporadas ao todo. Para quem quer saber sobre todos os detalhes da série, é um ótimo complemento e até alguns desses mini-episódios foram usados dentro da série também. Antes do lançamento da última temporada da série, eles compilaram da 1° à 3° temporadas em ordem cronológica e compilaram em 2 partes, chamando-as de “Banshee Origins Saga”.

Podemos encontrar esse material completo no canal do Cinemax no YouTube ou no site oficial, totalmente em inglês. É possível achar a 1° e 3° temporadas com legendas em pt-br facilmente no YouTube, porém o restante do material não foi legendado.

Aqui o material completo:   http://www.welcometobanshee.com/video-index.htm
Banshee estreou em 11 de janeiro de 2013 pelo Cinemax e foi encerrado no 38° episódio em 20 de maio de 2016. Foi uma série muito aclamada pela crítica especializada, e conseguindo alcançar uma nota de 8.4 no IMDb, e apesar de ser de uma canal com menos expressão, fez um sucesso considerável ao redor do Mundo fazendo um legião de fanshees.

A série foi transmitida no Brasil pelo canal MaxPrime e Cinemax.

#BowieLives