domingo, 30 de abril de 2017

A misteriosa carreira musical do Adam Sandler que você (provavelmente) não conhece



Adam Sandler é uma máquina. Com quase 30 anos de carreira, carrega nas costas uma filmografia com mais de 50 filmes e alguns curtas, além de levar fortes pedradas da mídia corriqueiramente (sua figura é, sem dúvidas, uma das mais odiadas do mundo). O que pouquíssima gente sabe é que, por trás do gênio da comédia, se esconde, também, um alter ego especialista em composição musical.

Isso mesmo que você leu. Muito antes de despontar como o grande inventor da atuação contemporânea, o astro de clássicos como Click e Como Se Fosse A Primeira Vez já provava que sua versatilidade não se limita apenas à bermudas californianas ou piadas de almoço em família, mergulhando de cabeça no mundo da música alternativa.

Sua curta discografia tem início nos anos 90. Seu álbum de estréia, What The Hell Happened To Me, traz letras dignas de qualquer filme do ator, misturando humor com pitadas de mau gosto; algo que, no Brasil, se assemelharia um pouco com o disco do Mamonas Assassinas em questão de letra. É ruim, mas nem tanto. Sinceramente? Não sei. Tire suas próprias conclusões.




Misteriosamente, uma faixa do trabalho (The Chanukah Song) ficou na 80ª no Billboard Hot 100. A capa - que claramente serviu de inspiração para bandas como Placebo, The Drums e até mesmo para o Sufjan Stevens - apenas comprova o fato de que Adam Sandler não é nada menos que o criador da já manjada estética indie retrô.

No ano seguinte, entretanto, o novo astro do rock ainda alcançaria o pico de sua carreira. Seguindo a mesma linha do primeiro lançamento,  What's Your Name, segundo petardo do artista, também flerta com as letras de comediante frustrado e tem uma produção um pouco mais popular. Dessa vez, pode-se dizer que Sandler saiu feliz: vendeu 500.000 cópias nos Estados Unidos e levou o disco de ouro pra casa, o que é um feito, no mínimo, curioso. Na mídia, The Goat Song foi uma das canções que mais repercutiram positivamente.




Após isso, o artista passou a deslanchar como ator de Hollywood, dedicando-se mais ao seu trabalho no audiovisual. Foram necessários alguns longos e dolorosos anos de expectativa mundial para que o gênio voltasse aos estúdios novamente. Mas é como diz aquele velho ditado: Deus tarda, mas não falha. Passados os 5 anos de espera, Adam Sandler lança uma soundtrack e cala a boca dos críticos com suas habilidades ambíguas, unindo cinema e música em uma cajadada só. A trilha, que faz parte do filme "Oito Noites de Loucura com Adam Sandler" (que eu não assisti, embora tenha um nome interessante), aparentemente foi inspirada no clássico Magical Mistery Tour, dos Beatles, e, apesar do humor constante do comediante, apresenta canções que beiram ao existencialismo. "You try to act so tough but you just live a lie...", lamenta em Intervention Song. O fim estava próximo.

Seu quarto e último disco seria lançado dois anos depois, em 2004. "Shh... Don't Tell" marca o fim triste de uma era, com críticas péssimas e músicas tão ruins quanto todas as outras já lançadas. Ouve aí essa desgraça.




Por hoje é só. Bom domingo e não esqueça de dar o like na página do Pseudodélico pra ficar por dentro de artigos sobre cultura pop tão bons quanto este. Beijos.








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